"A arte de escrever é, por essência, irreverente e tem sempre um quê de proibido: algo assim como essa tentação irresistível que leva os garotos a riscar a brancura dos muros." Mario Quintana
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sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Um ponto de saudade
O que é o amor?
Por vez em outra escuto as pessoas dizendo “te amo”, fazendo declarações profundas de amor. Vejo as pessoas colocando outras a sua frente, como se nada fizesse sentido sem elas. Vejo esforços para uma reconquista: é uma carta de um metro, é um porta retrato, são caixinhas personalizadas, fotos, publicidade! Mas eu me pergunto: isso é amor?
Amor é ficar fazendo coisas para agradar o outro, sem ter a certeza que o sentimento é recíproco? E quanto a você? Pensem.
O que é amizade?
Amizade é você falar sempre coisas boas? Será que a amizade está nos bons momentos, na boa compania e jamais se encaixará em brigas e contradições?
São 7 anos, vocês sabem, com certeza, responder a todas essas perguntas. Por que cada um de vocês se identificou com uma única pessoa ou um grupinho? O que fez chamar atenção? Naquele momento vocês só tinham uma coisa em comum: ter passado em um concurso. Passou na cabeça de todos vocês “quem são essas pessoas?”, mas a vontade de conhecer, de se aproximar, de ter novas amizades foi maior. Tão maior que é possível reconhecer as mesmas grandes amizades de sete anos atrás. Se olhem agora e vejam que , embora ter começado a falar com outras pessoas de forma mais intensa, seu amigo do primeiro dia de aula, permanece. E vocês sabem o porquê disso? É simples: foi ele quem te passou segurança em meio a tanto desconhecimento. Ele ficou com você todo aquele dia e te deu apoio. Foi ele que ficou sabendo, com o passar do tempo, seus segredos, seus romances. Foi com ele que você compartilhou cada triunfo, cada alegria e é com ele que você está agora, se conhecendo ainda mais. A diferença, claro, encontra-se na maturidade... Todos nós crescemos e nem pudemos perceber. Não parece injusto o tempo passar tão rápido? E agora? O que faremos? Quem somos talvez não seja o suficiente pro mundo lá de fora. Talvez a simpatia que temos aqui não agrade da mesma forma. Vamos precisar construir outro mundo, um ainda mais maduro, ainda maior. Nossos pensamentos precisaram ficar entrelaçados em um ponto: o crescimento. Todos nós, agora, almejamos uma só meta: o vestibular. O vestibular coloca-nos sob forte pressão, ele é como o bicho papão. Lembram do bicho papão? Nossos pais faziam dele o pior de todos os monstros para que nos comportássemos e agora o vestibular é isso: o pior de todos os monstros, que faz-nos dosar festas e estudo. Aí então, entra em cena, mais uma vez, seu amigo. Ele te deu, de novo, segurança. Quando tudo parecia não fazer sentido, ele estava lá pra te encorajar.
E quanto ao amor? Pensaram? Vocês não acham que ele está por entre esses atos de amizade? Ele não está agarrado em suas mãos, em seus abraços? Ele não está na comemoração de uma conquista? Na ajuda? Você não nota o amor quando seu amigo diz que acredita em você e fala que vai dar tudo certo? Respondam a si mesmos.
Eu acredito que vocês saibam, mas não gostam de admitir que o amor está quando seu amigo discorda de você, quando ele mostra o melhor a se fazer (embora não seja isso o que você realmente quer). O amor é o que faz com que todos nós tenhamos a coragem de olhar para nossos amigos e dizer que uma roupa não caiu bem, que aquele corte de cabelo não ficou tão bom, mas que é só trocar ou esperar crescer. O amor é o que nos move e faz-nos ter sinceridade e a sinceridade é o que honra a amizade. Afinal, todo mundo procura verdade nos outros, não é?
Vocês pensaram no que fez vocês escolherem esse tal amigo em 2005? Não acham que é porque ele é um pouco do que você gostaria ser? Nós procuramos nos outros o que queremos ser, sabiam? É por isso, e por tudo o que nós, com nossos amigos, vivemos que ele é tão especial.
Esse encontro é apenas o primeiro que teremos depois de sair da escola. O afastamento é natural, mas resta-nos acreditar no amor, aliás, no nosso amor. Ele curará qualquer saudade e fará com que andemos juntos, embora distantes. Vamos fazer uma única promessa: não vamos dizer que a escola é inesquecível, nem que nossos amigos ficarão sempre conosco. Façamos com que isso aconteça.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Mancha humana
Como é o nome disso que não conseguimos controlar? Algo como mares, como embrulhos, como desapego. Isso que cai dos olhos sem exatidão, um latejado na cabeça. Me disseram que é desespero... Mas começo a pensar se, possivelmente, não é aquilo que começa com T.
T... Tr... Tris... como é mesmo o nome?
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Decadência
Às vezes sinto como se estivesse em uma ilha desconhecida, como se nada ao redor seja de meu conhecimento. Tenho aquela sensação de "nadar e morrer na praia", não é assim que dizem? Pode ser uma crise ou, pelo menos, prefiro encarar como uma. Não gosto da ideia de olhar para os lados e ver tudo desabando, dessa vez como em uma construção em desmoronamento. Sinto tudo demais, exageradamente. Vejo de uma forma triste que não me convém acreditar que seja real.
domingo, 6 de novembro de 2011
Futuro
O único feito que desejo é felicidade. Se é junto a você que a tenho, permanecerei assim. Quero banhar-me em meio a sorrisos e fantasias, somo a isto algumas brincadeiras. Sendo, então, com você que alcanço o meu objetivo, sem muitas palavras: desenho o futuro com você com as poucas técnicas artísticas que tenho, mas incluo muito amor e carinho.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Minimizando
O problema é que, na verdade, a ansiedade toma conta do corpo, a culpa da mente, o medo dos olhos, a vontade do coração. O corpo não reage, a cabeça não pensa, os olhos não abrem, o coração acelerado bate. Os pés não andam, as mãos não seguram, os ossos não sustentam, a beleza não surge. Ai... que saudade daquele tempo em que nada estava perto, tudo podia ser depois e o tempo passava, passava...
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